Vamos lá é pessoal, hoje é dia de jeropiga e castanha assada!
Lembram-se de no ano passado aqui termos falado da procissão de S. Martinho? Aquela em que os rapazes percorriam as ruas tocando toda a espécie de chocalhos?
Pois ao passar na zona do Fundão verifiquei com agrado que naquela região ainda se celebra esta tradicional festa!
Só que na nossa terra a volta se fazia à noite e não havia ovelhas! Pelo menos nos tempos que eu recordo!
Aproveito este post para revelar os provérbios recolhidos a partir do desafio que lançámos no dia 26 de Outubro já que o S. Martinho é riquíssimo em adágios populares!
Aqui estão:
" O bom vinho faz o homem despercebido " " Queria cantar o amor/a garganta não me ajuda/falta-me o mel das abelhas/e mais o sumo das uvas"
...enviados por Zé Robalo
"No são martinho vai-se a adega e prova-se o vinho"
... enviado por João Rocha
"As bebidas fortes fazem os homens fracos"
"Quando o vinho desce, as palavras sobem"
...enviados por Jorge Carvalhinho
"As geadas de São Martinho levam a carne e o vinho."
"Dia de São Martinho, mata o teu porco e bebe o teu vinho."
"Em dia de São Martinho, semeia os teus alhos e prova o teu vinho."
"O Verão de S. Martinho, a vareja de S. Simão e a cheia dos Santos, são três coisas que nunca faltam".
"Pelo São Martinho, bebe o bom vinho e deixa a água para o moinho."
"Por São Martinho, todo o mosto é bom vinho."
"Pelo São Martinho, semeia a fava e o linho."
"Pelo São Martinho semeia o teu cebolinho, que o meu já está nascidinho.
...recolhidos por mim
Desta vez optei por colocar apenas os "ditados populares" relacionados com o S. Martinho. Os outros serão publicados oportunamente.
A coisa não foi muito participada mas o vencedor, com direito a uma mini no Barata, é o Jorge (garrafas)! Foi o que enviou maior número de adágios!
Claro que fui a Gonçalo no fim-de-samana dos Santos! Fui para rever a família e amigos e para provar a doce jeropiga caseira, acompanhada de um punhado de castanhas assadas!
Não contava era com uma invasão de bruxos e feiticeiras que deambulavam pelas ruas da vila e que festejavam o Halloween à portuguesa - A Noite das Bruxas!
28 de Novembro, novos Mestres orientam próxima Batalha
Bravos cavaleiros, aproxima-se o dia da primeira batalha comandada pelos novos mestres!
Por informação vinda de terras de Belém será no próximo dia 28 deste corrente mês. Pedimos a todos os cavaleiros que marquem presença na máxima força, pois o inimigo não é de facilitar!
Ainda mais que não podemos contar com a presença dos ferozes cavaleiros de Eiffel! Mas nada nos amedronta, teremos de combater pelos que não vão poder estar presente.
ESTRATÉGIA:
- Reunir a preceito pelas 10.30h no castelo do Inverniço;
- 11.00h, atacaremos pelo flanco esquerdo os enchidos e queijos regionais, não dando qualquer hipótese ao inimigo de se aproximar;
- 11.30h, daremos umas machadadas numa ginjinha caseira e num delicioso néctar doce vindo da Cornalheira (Meda);
- 13h.00h, o pelotão da frente avançará em direcção ao tacho onde dorme um fabuloso arroz PICA NO CHÃO;
- 15.00h, iniciação da subida ao monte calvário, onde avistaremos com clareza território amigo;
- 17h.00h, preparação do famoso magusto “trinitá”;
- 18.30h, ataque final aos grelhados de suíno negro e companhia;
- Durante esta tremenda batalha todos os cavaleiros terão á disposição uma água maravilhosa vinda de terras de Freixo de Espada à Cinta;
Esperamos por uma presença muito forte de todos os bravos combatentes!
um abraço a todos
Agora, que nesta altura do ano se brinca ao Hallowen, vieram-me à memória lendas de outrora que me parecem andar um pouco esquecidas.
Uma desssas lendas, e pela qual tenho favoritismo, é a das Mouras ou Moiras encantadas.
Guardadoras de tesouros imaginários, habitam em poços, fontes, grutas, saíndo dos mesmos por volta da meia-noite ou pelo alvorecer.
Submetidas ao encantamento a que foram fadadas, esperam pela noite de São João para seduzir com os seus tesouros de ouro os homens e assim quebrar o encanto.
Tomando a forma de um misto de mulher e serpente, submetem com provas de coragem o homem até ao beijo final quebrando assim o encanto e ganhando então a forma humana.
Esta é mais uma das lendas do imaginário popular português. Pensa-se que tenha a ver com a presença árabe em Portugal e sobretudo com a própria cultura árabe, civilização mais arcaica.
As mouras encantadas permanecem aínda no imaginário popular de crianças e adultos com toda a sua grandeza e fantasia.
É verdade, já aí está ou vez o dia de Todos-os-Santos! Parece que ainda foi ontem que aqui falámos sobre esta data!
É tempo de viajar novamente até à terrinha para fazer cumprir mais uma vez a tradição!
Vamos ter que provar a doce jeropiga (grande sacrifício), comer enfarinhados figos-secos e, antecipando-nos ao S. Martinho, iniciar a degustação da regional castanha, assada em magustos familiares!
Preocupa-me sobremaneira a qualidade da castanha pois, para que engrosse devidamente, deveria ter chovido mais em Setembro! O ditado diz “Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes” e este ano não me lembro de qualquer ponte ter sido levada pela enxurrada!
Vamos agora ver se “Dos Santos ao Natal ou bom chover ou bom nevar” ou “Depois dos Santos, neve nos campos”se concretizam!
Ou ainda “Em Novembro põe tudo a secar que pode o Sol não voltar” e “Novembro à porta, geada na horta”!
Já que estamos numa de provérbios faço aqui um desafio a todos os leitores do blog: porque não fazermos uma recolha de ditados populares alusivos a esta altura do ano! E o S. Martinho está também aí à porta!
Sim, eu sei que agora basta ir ao Google e fazer uma pesquisa para logo darmos de caras com milhares de provérbios e milhares de variações sobre os mesmos mas o que se pretende é que cada um se lembre daqueles que ouviam da boca de pais e avós!
Se forem à terra e beberem uma boa jeropiga caseira, certamente se lembrarão de alguns!
Ah! E não se esqueçam de visitar as campas dos vossos “Fiéis Defuntos”! Paz às suas almas!
Pois é, a chuva que tem andado tão afastada de nós e que tem provocado uma seca rigorosa em grande parte do nosso território, parece que apareceu por aí! Não sei se é para ficar, mas era bom que continuasse a cair, de preferência durante a noite!
Costuma-se dizer que com a chuva vem o mau tempo. Mas qual mau tempo? A chuva, nesta altura e até à Primavera, deve ser considerada “bom tempo”! Não acham?
Claro que o que é de mais é perdido e por isso não quero incluir aqui tudo o que for tempestuoso e que provoque danos a qualquer pessoa!
Se recuarmos no tempo e nos colocarmos virtualmente nos nossos anos de meninice, que lembrança temos do “tempo” por esta altura do ano?
Eu, sempre que “retorno” aos meus tempos de escola primária, vejo Outonos e Invernos com chuva constante e com alguns nevões antes e depois do Natal! Era ou não era assim?
Parece que a chuva chegava logo a seguir à Festa e só terminava lá para Fevereiro ou Março! E eram dias e semanas a fio!
Por isso, de que é que nos queixamos afinal? No Verão dizemos que “se não chove estamos tramados!”. No Inverno “nunca mais vem o bom tempo!” Mas afinal porque é que não aceitamos aquilo que é próprio de cada estação?
Eu sei que “ a tradição já não é o que era!”! Que as “Estações do Ano já não estão tão definidas”! Que na Guarda só há duas Estações (o Inverno e a estação da CP)! Mas, que raio, vamos lá dar as boas vindas à chuva e desejar que a neve também nos visite! De preferência com nevões iguais aos que todos temos na lembrança!
Recordemos o adágio popular “mal vai Portugal se não nevar antes do Natal”!
Hoje não estou aqui para enganar ninguem... estou aqui porque estou.
Não venho vender coisa alguma.... aliás pensando bem também não tenho nada para vender e muito menos para comprar... actualmente o importante é ter " status quo " saber falar...
…sim, pois claro,tem toda a razão é óbvio que não me vou esquecer de si... afinal o seu cartão é igual ao meu, só difere o número…
…Quem comprar o meu voto não leva um.. nem dois ... nem três mas sim quatro esferográficas BIC...
…mas também se não souber escrever leva nem mais nem menos que três porta- chaves do seu clube à escolha... e AINDA este lindo autocolante do partido.
O método é sempre o mesmo " com pápas e bolos se enganam os tolos " e o povo, guloso como é, vai engordando com a charlatanisse de charlatães da banha da cobra que vendem ilusões a troco de sonhos imaginários.
… EU PROMETO... ou aliás... NÃO ME COMPROMETO... - bem agora fiquei na dúvida, como dizia o outro depois de não perceber nada da palestra inpingida:
“- Afinal Sr. Doutor, levo os patos ou não ?”
A carrinha das ilusões lá parte deixando ambas as partes satisfeitas... quem não pode comprar fica sonhando com o regresso de mais ilusões.
Eu como disse não vendo nem compro...vou apenas partilhando os meus sonhos!
…agora que se aproxima uma nova batalha, lembrei-me de ir vasculhar nos arquivos da Ordem, procurando por um qualquer documento mais antigo… e não é que encontrei lá esta pérola!
Este registo, já com alguns anos de idade, mostra-nos alguns Cavaleiros numa corajosa demanda em Terras de Sir Lukinhas!
Aqui é possível ver, por exemplo, a técnica de Sir Belinho durante um duelo com uma bela chouricinha caseira! O gajo, para adormecer os inimigos, assobia uma hipnótica melodia!
Parece que em “Pipa Aranhiço”, nome pelo qual ficou conhecido este combate, não houve “verdasco” ou “martelado” que resistisse à fúria guerreira dos Cavaleiros da Glande! (aqui ainda novos e quase todos magrinhos!)
O vídeo é de má qualidade mas o passar dos anos não perdoa!
Mais uma Festa passou. Sei que estiveste em Gonçalo mas infelizmente mais uma vez não consegui passar um tempinho contigo! Assim, vou deixar aqui algumas pequenas histórias, dedicadas especialmente à tua pessoa!
Pois o amigo Amândio desde muito pequeno se mostrou algo diferente do resto da criançada do grupo! Ainda o resto do pessoal se preocupava exclusivamente com o futebol, as escondidas, o pião e as touradas e já o amigo Amândio se amandava atrás de qualquer rabo de saia!
O gajo tinha a mania que era bonito e achava-se parecido com o Mick Jagger (quando este era novo)! Então era vê-lo a fazer-se às raparigas e estas parecia que até gostavam!
Já na altura da escola primária o gajo tinha uma paixão lá na sala! Não digo o nome para não ferir susceptibilidades mas a miúda vinha lá da serra! E tinha nome de flor!
Mais tarde, sempre que vinha o Verão, o amigo Amândio não largava uma tal rua do fundo do povo! Parece que por ali esvoaçava uma “mosquinha” engraçada e que o gajo queria apanhar na teia! E era bem engraçada! Lembras-te, amigo?
O amigo Amândio também gostava de estar na moda! Ora na altura usavam-se os cintos largos com grandes fivelas, só que bastante caros e pouco acessíveis a jovens como nós!
Nada que o Amigo Amândio não resolvesse!
Foi à oficina do pai, cortou algumas tiras largas de couro duma peça que o pai guardava para arranjar sapatos e botas e, com umas fivelas “roubadas” aos cintos de mães e irmãs, lá fizemos uns belos e modernos cintos! Com tachinhas de metal e tudo! Mesmo à Rolling Stones!
Pior foi quando o pai Armando deu pelo “estrago”! O couro era caríssimo e a vida não estava fácil! Escusado será dizer que o amigo Amândio levou umas belas cinturadas no “couro”, dadas em pleno Olival do Curro, pelo seu próprio progenitor!
Coisas da moda!!
Outra vez e numa Festa de Setembro, íamos nós a caminho das Quintas quando lobrigámos os nossos pequenos manos (Rui e Tó jorge) a esconderem-se no pinhal do Serzinho!
- Os gajos estão a esconder o tabaquito! – disse logo o amigo Amândio! – Vamos já atrás deles! - (na altura era “tradição” na Festa a garotada comprar cigarros e fumá-los às escondidas dos adultos!).
Realmente assim era! Claro que tirámos o tabaco aos putos e aproveitámos nós para umas belas cigarradas !
Foi para vosso bem, miúdos!
Depois o amigo Amândio foi para França e passámos a encontrar-nos só no Verão!
Da primeira vez que voltou, trouxe com ele um gira-discos portátil, novidade lá na terra! Com ele ainda fizemos alguns bailaricos no telheiro das Escolas Novas!
Quando veio de automóvel, logo após tirar a carta de condução, trazia um VW qualquer coisa 70, castanho claro! Fartámo-nos de viajar!
Uma vez no Seixo, vimo-nos aflitos para sair daquelas ruas apertadas! O gajo meteu o carro numa rampa de onde não conseguia sair! A nabice era muita! O ponto de embraiagem não "saía" de maneira nenhuma!
Claro que o amigo Amândio logo arranjou solução! Encostou o carro à parede e depois foi só acelerar! Boa táctica!
Pois lá em França e como era de esperar, logo que chegou à idade adulta o amigo Amândio arranjou mulher e casou! Tem uma família linda! Parabéns amigo!
Entregou-se à pastelaria e como hobby dedica-se ao futebol! É treinador das camadas jovens do Saint-Girons!
As fotografias de Saint-Girons e as referências em francês foram colhidas na Internet.
O Mestre Pasteleiro :
« Chez le pâtissier Amandio Teles, le coup d'oeil est vital sur la pâte, il faut bien calculer le temps pour la pétrir. Sa femme Maryse adore les fèves, les santons, les rois Gaspar, Melchior et Balthazar, les fèves à l'état brut ou à l'or fin. Cette année, les dents tomberont sur des Mickey, des Titi et Gros minets, des sujets à travers le siècle. Pour le bonheur des enfants et des collectionneurs.» - in www.ladepeche.fr
O treinador de futebol (clica na foto para ver em tamanho maior e ler o nome do "Entraineur")
Ao arranjar umas codornizes para o jantar deste Domingo saltaram-me á memória os lanches que se faziam, precisamente aos Domingos, no SCG e no tempo do Ti Virgílio (o Varejão já aqui referido várias vezes).
Pois nos meus tempos de adolescente o pessoal ainda não lanchava! O pessoal, merendava!
Era assim que todos se referiam à pequena refeição tomada a meio da tarde.
««« - Eh Pá, vou até casa ver se merendo qualquer coisa! Uma sandes de presunto, queijo ou chouriço ou um naco de pão com azeitonas!
- OK! Encontramo-nos outra vez depois da merenda! »»»
Alguns anos mais tarde, o pessoal passou então a lanchar! Uma sandes de presunto, queijo ou chouriço ou um naco de pão com azeitonas!
Mas assim, ao lanche, tinha mais classe! Pena que o sabor fosse o mesmo!
Ora, numa das vezes que o Varejão passou pelo clube, começou a servir aos lanches de Domingo, umas belas codornizes fritas! Em “vinha-d’alhos”! Que maravilha!
Claro que aos Domingos à tarde, depois do futebol ou de uma tarde de bilhar no café, lá se iniciava uma espécie de peregrinação em direcção ao SCG. Os clientes para as codornizes eram tantos que por vezes não havia mesa nem “passarinhos” para todos!
Já que estamos a falar de lanches, não posso deixar de referir a “orelha de porco cozida” que marcou uma era no ti Figueiredo, na Gaia! Bastava juntar Ketchup e/ou um pouco de jindungo!
Também o Beirão, no Ginjal, deixou a sua marca, oferecendo durante uns tempos os “ossinhos de porco cozidos” que nos deliciavam o paladar!
Quem não se lembra de lanchar nalguns destes sítios e de ter saboreado “in loco” os petiscos aqui referidos? Eu felizmente fiz parte dos frequentadores desses típicos lugares!
Já agora não posso deixar de referir os “peixinhos do rio” no Aristides ou no Pompeu, em Valhelhas, e que o pessoal procurava muitas vezes no Verão!
Bem, vou comer as codornizes! E vou abrir uma garrafinha de EA!
E com o cair da folha também eu caí pelo mapa abaixo e já estou novamente ao pé do mar!
Deixei a nossa aldeia embrenhada nos trabalhos outonais. A azáfama nas vinhas, cordões e lagares era visível a cada passada!
O Outono é uma boa altura para percorrer os "caminhos da terra"! O calor já não se faz sentir com tanta intensidade - de manhã e com o aproximar da noite até já sabe bem uma camisolinha mais quentinha!
Sempre gostei de passear pelos caminhos que rodeiam a nossa vila nesta altura do ano! É agora e no início da Primavera que a natureza apresenta maiores mudanças e é por isso extremamente agradável nestas alturas exercitar as pernas por esses carreiros fora!
Lá fui eu até à Quinta da Moura e à Galindra!
Lá fui eu até à Lavandeira e ao Mineral!
Lá fui eu até ao S. Tomé e à Regada!
Lá fui eu até às Almas e à Eira das Afonsas!
Lá fui eu até à Charneca e à Ribeira de Avereiro!
Soube-me mesmo bem voltar a percorrer estes lugares e recordar histórias passadas por todos esses locais!
Já pensaram fazer estes percursos da próxima vez que forem a Gonçalo? Pois façam-no e desfrutem do enorme prazer que é voltar àqueles mágicos lugares!
Para os que não visitam a nossa aldeia há algum tempo deixo aqui ficar um slide show produzido pela minha mana Alice Gerardo e que certamente trará boas recordações a todos os filhos da terra! É só clicar no link abaixo e fazer o passeio virtual!
(peço desculpa mas ao fazer upload das fotos para o Sapo estas ficaram totalmente desordenadas! Logo que consiga colocá-las da maneira correcta elas serão novamente colocadas no blog!)
e este ano por causa da seca, os gonçalenses já estão embrenhados na colheita das uvas! Sim as vindimas já começaram e o cheiro a mosto já paira por tudo quanto é lado!
Agora já não se ouve o chiar das rodas dos carros de bois mas sim o ruído dos tractores e das maquinetas com reboque que muitos"agricultores" já possuem!
Pela minha parte a vindima está feita e o vinho já está no pipo!
É só o suminho da uva e seja o que Deus quiser!
Não é muito mas vai dar certamente para o consumo caseiro!
E a jeropiga?
Também já mora no pipinho e está uma maravilha! Parece um néctar dos Deuses!
Divirtam-se com este maravilhoso video dos Gato Fedorento:
Mesmo assim ainda vou aqui deixar alguma impressões sobre os dias 7 e 8 de Setembro, os dias principais desta nossa anual festividade.
Pois no dia 7, lá acorri à hora de sempre para receber a Banda Filarmónica! Este ano veio de Silvares! Deu a habitual volta ao povo, agora já não acompanhada pela garotada, como antigamente, nem por qualquer "amigo de Baco" como também era habitual há uns anos a esta parte.
A procissão das velas lá partiu do Carvalho Grande, depois da missa campal (inacabada por falta de energia eléctrica) e mais uma vez com todos os "santinhos"! Sobre esta participação algumas vozes discordantes se levantam (ver comentários ao post "Está aí mais uma Festa")!
Eu pessoalmente também acho que a Senhora fica bem sozinha, não precisa de "guarda-de-honra"
A procissão não tinha tantos participantes como em anos de fim-de-semana mas ainda assim ia bem composta!
Depois da procissão, mais um bailarico! Agora com o Renovação 3! Durou até às 4,30 da manhã!
No dia 8, a procissão lá levou a Senhora de volta para a sua capelinha! Também lá estive e fiz questão de saborear um enorme sorvete, como faço sempre que posso estar presente!
A banda filarmónica, com muita gente jovem, presenteou os romeiros/peregrinos com uma miscelânea de música popular portuguesa! Antigamente os pares dançantes levantavam nuvens de poeira que se avistavam ao longe! Desta vez, apesar da afinação da banda, ninguém dançou!
Para os saudosistas e para os que estão longe, aqui fica um pequeno video:
À noite mais um bailarico com o acordeonista/organista Filipe Nunes!
E assim se resume a Festa - procissões e bailaricos!
Um abraço para todos os gonçalenses principalmente para todos os que não puderam estar presentes na Festa!
No segundo dia de Festa tivemos a actuação do Agrupamento Musical TGV. Não vieram de comboio mas entraram a todo o vapor. O baile esteve bastante concorrido, talvez por ser Sábado, e o público muito animado. As bailarinas também ajudaram à animação!
No terceiro dia actuou o Grupo Kristalis! Não era inferior em qualidade ao anterior mas o bailarico já não teve a mesma concorrência. Não, que Segunda já é dia de trabalho!
De qualquer maneira fomos brindados com a actuação de um bailarino, diria que profissional, e que deliciou os presentes com uma bonita actuação (ver vídeo abaixo especialmente dedicado aos que não podem estar presentes ).
Hoje é dia de procissão das velas e de Renovação 3. Veremos o que nos espera! Para já vou aguardar a chegada da Banda Filarmónica!.
Iniciaram-se ontem as festividades em honra de Nossa Senhora da Misericórdia.
E nada melhor para começar que o concerto dado pelo velhinho José Cid no Largo do Olival do Curro repleto de público de todas as idades.
Foi óptimo recordar os velhos êxitos do cantor e ouvir os novos temas, a sair num novo álbum, com que brindou todos os presentes!
Como é habitual o Zé Cid mostrou que ainda é uma voz com grande qualidade e trouxe com ele uma banda repleta de músicos de eleição. Foi bom também rever o outro “cota” do grupo, o Mike Sergeant!
O público correspondeu entoando em alta voz os refrões das músicas mais conhecidas!
Antes e depois do concerto actuou o Filipe Nunes, acordeonista, organista e cantor, que pôs todos os presentes a dançar.Continuação de boa festa para todos
Aproxima-se a passos largos o dia 8 de Setembro, dia que em Gonçalo é dedicado a Nossa Senhora da Misericórdia! É a Festa anual esperada por todos os gonçalenses e vivida não só pelos que podem estar presentes mas também e com grande intensidade por todos aqueles que, pelos mais variados motivos, se encontram longe da terra-mãe!
Este ano, por falta de mordomos, a organização das festividades está a cargo das direcções do S. C. Gonçalense e dos Bombeiros Voluntários de Gonçalo e o cartaz já está elaborado.
Longe vão os tempos em que difícil era chegar a mordomo, cargo muitas vezes disputado como se de uma competição se tratasse.
A Festa hoje em dia mantém mais ou menos os mesmos procedimentos dos tempos passados. A parte religiosa cumpre-se nas habitualmente muito concorridas procissões do dia 7 e do dia 8! A parte civil cumpre-se nos bailaricos que vão decorrendo ao longo dos dias determinados para o efeito. Este ano e como novidade (apesar de já terem acontecido outros espectáculos há uns anos a esta parte) teremos a actuação do velhinho José Cid que parece estar novamente na moda! Se o concerto for igual ao que deu da última vez que esteve entre nós, (pelos Bombeiros no Largo do Espírito Santo) vai certamente valer a pena assistir ao show!
Nota-se ainda a clara intenção de aproximar os festejos ao fim-de-semana, o que eu acho muito bem! Penso que é a melhor maneira de conseguir juntar o máximo possível de conterrâneos neste acontecimento! Já que é improvável a mudança total da Festa para um fim-de-semana, então que se mantenha o dia 7 e o dia 8 e as restantes festividades sejam ancoradas no fim-de-semana mais próximo, seja antes ou depois!
Claro que existem diferenças para os tempos que eu recordo na minha cinquentenária idade.
Em primeiro lugar, o anunciar da Festa! Agora (e bem), por causa do horror dos incêndios que regularmente nos tempos quentes visitam as nossas matas, apenas damos conta do aproximar da data quando deparamos com o grupo que realiza o peditório para ajuda no pagamento das despesas com as festividades! Antes, quem não se lembra, que por todo o Verão e principalmente aos Domingos se ouvia o estalejar dos foguetes que traziam até nós o anunciar da proximidade da data sagrada! Era um ritual que lembrava a cada momento e a todos os habitantes da região a afamada Festa de Nossa Senhora da Misericórdia!
Depois, os bailaricos! Antes e como já foi comentado noutros posts, os bailes do dia 7 e 8 ficavam a cargo do SCG (no recinto vedado para os bailes de Verão) e só no dia 9 é que ficava por conta dos mordomos. Neste dia 9, o baile começava logo pela tarde, no Olival do Curro e era um verdadeiro arraial popular abrilhantado pela Banda Filarmónica!
Lembro-me de um ano (há 23 ou 24 anos) em que também, como este ano não havia baile programado pela organização da festa! Um grupo de jovens resolve então contratar o conjunto Renovação 3, que ainda estava em inicio de carreira, e fazer cumprir a tradição do “arraial popular”! Foi um sucesso! O baile durou até de madrugada! E tivemos que mandar parar várias vezes o conjunto pois os rapazes não queriam parar de tocar enquanto houvesse um só par a dançar!
Ainda no dia 7, quando agora apenas se dá pela Festa a partir da chegada da Banda, dantes o pessoal acordava bem cedo com o berrar das cabras, cabritos e “chibos” que se amontoavam em vários rebanhos espalhados pelo Olival do Curro! Era ali que os gonçalenses vinham escolher e comprar a carne para os dias de festa. Devemos lembrar que este tipo de carne era quase e exclusivamente consumido nesta altura festiva. Não havia chefe de família que se prezasse que não viesse ali comprar a “carne de rês” para alimentar a prole! É que a generalidade dos habitantes da nossa terra, durante o resto do ano, apenas comia a carne de porco tirada da salgadeira onde era conservada desde a “matança”!
Os cabritos eram mortos e esfolados logo ali, pendurados das árvores, pelos “judeus” que vinham de Belmonte e faziam o trabalho em troca da pele!
Ou ainda, quando era mais pequeno, recordo (e comprei lá algumas gasosas) as barraquinhas que se espalhavam em redor do largo durante os dias de bailarico1 Eram as barracas de bebidas e as barracas de tiro ao alvo no Olival do Curro e as filas de “amendoeiras” dos dois lados da Rua que sobe para o SCG!
Nesses tempos e só os rapazes, aguardavam a “alvorada” comendo sardinhas em conserva no bufete do SCG. Hoje os jovens de ambos os sexos aguardam pela “alvorada” na “rave” que já vem sendo habitual nos últimos anos!
No dia 8 era tradição dos mais jovens ir até à Capela e, enquanto a Banda ia animando os mais foliões, compravam-se melões e melancias que se comiam num qualquer recanto ali à volta!
Lembro-me de um ano em que o S. Pedro não teve dó dos peregrinos e despejou-lhes em cima uma tremenda trovoada acompanhada de uma espécie de dilúvio! Era ver os produtos das bancas das amendoeiras, os melões e as melancias, esparramadas por todo o recinto! Nem a “Senhora” lhes valeu!
As saudades são muitas mas as mudanças acontecem! O essencial é que todos vivam e sintam a festa como um bem de todos os gonçalenses!
Para já não me alongo mais sobre este tema! Voltarei a ele depois das festividades, para comentar os acontecimentos e levar as novidades a todos os que não puderem estar presentes!
Para os que lá vão estar desejo muita e boa diversão!